Teclógica desenvolve sistema de expedição para multinacional

Cinco andares. Quarenta e sete corredores. Expedição diária média de 12 carretas com 1.500 caixas de 10 mil unidades cada. Esta é a estrutura da expedição de uma multinacional fumageira atendida pela Teclógica através do sistema de WMS (Warehouse Management System, ou, em português, sistema de gerenciamento de armazéns) desenvolvido pela empresa. O chamado Sistema de Controle de Expedição (SCOTE) está em funcionamento desde o início de outubro de 2009, depois de um ano de desenvolvimento.

Djonata Jobes Hvizdaleck, analista de sistemas, que participou do processo, comenta que o sucesso na utilização do SCOTE pelo cliente começou no seu processo de desenvolvimento. Todo o projeto utilizou a metodologia de Business Process Modeling (BPM, ou, em português, Modelagem de Processos de Negócio), que é a aplicação de técnicas e ferramentas utilizadas para unir a gestão de negócio e a Tecnologia da Informação. O objetivo é a melhoria de processos e da execução. “Fomos até o cliente e passamos por um período de estudo dos processos realizados, junto com os gerentes e funcionários da própria expedição”, diz Djonata. “Foi feito levantamento do processo anterior (o chamado As is) e depois foi modelado o novo processo (o chamado To be), com fluxogramas e tomadas de decisão para que as mudanças trazidas pelo sistema não fossem somente na área de tecnologia, mas também na área estratégica de processos”, complementa.

O analista de sistemas explica que este processo possibilitou o desenvolvimento de um sistema com um nível de customização muito alto. “Propomos um novo modelo de ação dentro da expedição, que foi debatido e alterado conforme o que a companhia esperava do sistema e dos seus resultados. O SCOTE ficou aderente às necessidades e superou as expectativas do cliente”, comenta Djonata.

Outro conceito implantado pela Teclógica na expedição da fábrica de Uberlândia foi a mobilidade. “Através de pockets touch screen, os colaboradores podem realizar ações e controle de forma remota, andando pelos corredores da expedição". Diz Djonata. Uma das limitações do antigo sistema era não possibilitar o carregamento simultâneo em mais de uma doca do depósito. Podiam ser realizados no máximo quatro carregamentos simultâneos. O novo sistema permite o carregamento de sete carretas ao mesmo tempo, reduzindo significativamente o tempo da expedição. “Isso trouxe uma flexibilidade muito maior para o atendimento”, esclarece Djonata, lembrando ainda que todos os controles da expedição estão disponíveis de forma on-line.

O SCOTE NA PRÁTICA

 Desenvolvido com arquitetura, interface e modelagem diferenciada, o SCOTE traz entre suas vantagens a eliminação dos controles paralelos. “Eram realizados diversos controles em planilhas fora do sistema, que eram atualizadas manualmente. Hoje, todos os controles são realizados dentro do sistema desenvolvido pela Teclógica”, conta Djonata. Além da diminuição do retrabalho, essa ação possibilitou uma maior visibilidade do ambiente de expedição, outro grande diferencial.

 VISIBILIDADE E RASTREABILIDADE
 
Com a integração de todas as informações dentro de um só sistema, a expedição do parque fabril do cliente ganhou duas novas características. A primeira delas é a visibilidade. “Todos os controles e relatórios são gerados de forma mais fácil e completa”, afirma Djonata. Ele exemplifica dizendo que o fechamento da produção diária antes demorava três horas para ser totalmente concluído. Hoje não leva mais de 15 minutos.
A segunda característica agora atribuída à expedição desta fábrica da multinacional é a rastreabilidade. “Se qualquer problema ou dúvida relacionada a alguma unidade de carga for detectado, saberemos onde ela está ou para que lugar ela foi enviada, em que caminhão e em que horário”, explica Djonata. Esse tipo de rastreabilidade influencia diretamente no processo de qualidade.

 SISTEMA PREPARADO PARA A EXPANSÃO

 Dentro da estrutura da multinacional atendida pela Teclógica na fábrica de Uberlândia (MG), já é possível controlar a produção simultânea de até 28 marcas diferentes. Além disso, a capacidade de carregamento prevista é de sete carretas ao mesmo tempo, enquanto que com os sistemas anteriores era possível carregar no máximo quatro, fazendo com que a média diária de carregamento aumente de 12 para 18 carretas.

O SCOTE também está preparado para a internacionalização, caso a companhia opte por adotá-lo em outras unidades.

 

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